Feliz 1206

José Luiz de Paiva Bello
Rio de Janeiro, dezembro de 2005


     O professor entra em sala, os alunos se levantam e o professor coloca seu material em cima de sua mesa.
     Ato contínuo faz um discreto sinal para que os alunos se sentem, tira de sua pasta uma ficha e começa a escrever no quadro negro a matéria da aula.
     Os alunos, em absoluto silêncio, copiam em seus cadernos o que o professor escreve no quadro negro.
     Quando os alunos acabam de copiar o professor começa a explicar cada ponto anotado no quadro.
     O professor, cioso de suas obrigações e para terminar sua aula, diz que tudo isso é matéria da prova. No dia da prova coloca os alunos afastados entre si por uma carteira, com uma fila vaga. Corrige as provas e oitenta por cento dos alunos são reprovados.
     Tudo isso se passou numa escola secundária.

 

Vamos por partes...


O professor entra em sala, os alunos se levantam e o professor coloca seu material em cima de sua mesa.

A figura do professor é conhecida desde o século IV a. C., aproximadamente, com o ludus-magister, que tinha como função complementar a educação familiar.


Ato contínuo faz um discreto sinal para que os alunos se sentem, tira de sua pasta uma ficha e começa a escrever no quadro negro a matéria da aula. Os alunos, em absoluto silêncio, copiam em seus cadernos o que o professor escreve no quadro negro.

A educação cristã catequética deu início à intenção pedagógica da aula. O Didaquê era uma coleção de instruções que dirigiam o sentido da aula, por volta do século II.



Quando os alunos acabam de copiar o professor começa a explicar cada ponto anotado no quadro.

A aula magistral, expositiva, de "salivação", "nhen-nhen-nhen" etc. tem sua origem nos gregos antigos, onde o filósofo ("lector") lia os pergaminhos para os seus alunos analfabetos, por volta de 3000 a.C..



O professor, cioso de suas obrigações e para terminar sua aula, diz que tudo isso é matéria da prova. No dia da prova coloca os alunos afastados entre si por uma carteira, com uma fila vaga. Corrige as provas e oitenta por cento dos alunos são reprovados.

Com a complexidade do ensino, o surgimento do ensino secundário, depois as universidades, foi necessário avaliar o rendimento dos alunos. Esse tipo de avaliação já era realizada no século XII.


Tudo isso se passou numa escola secundária.

Esta divisão, que corresponde ao Ensino Básico (Educação Infantil, Ensino Fundamental e Ensino Médio), já existia por volta do século XI.


Era assim que se fazia educação no ano de 1205.


Educadores do mundo,
feliz 1206!



Desejo a todos que a educação possa chegar
a um feliz ano de 2006,
do século XXI.