Marte!
E nós aqui; na Terra...
Parecia mentira. Lembro que quando tinha lá meus vinte anos, olhos pregados na televisão, vi o homem descer na Lua. Minha avó, também entretida, comentou: "Eu não acredito nisso." A incredulidade de minha avó era compreensível. É difícil aceitar que a inteligência humana tenha se desenvolvido a tal ponto para mandar homens pisarem em solo lunar. O que era ficção nos livros de Julio Verne tornou-se realidade. O que fazia parte da imaginação humana estava lá concretizada no monitor do meu computador: o ser humano no deserto de Marte, mesmo que ainda através de uma parafernália tecnológica.
Bem, então corta! Voltamos à Terra. A fabulosa aventura dos seres humanos mandarem um jipinho ao planeta Marte já está registrada na história e faz parte do passado. De lá até os dias de hoje a tecnologia espacial já evoluiu.
E a tecnologia educacional? Quando penso que a aula expositiva tem sua origem há quase cinco mil anos, fico pensando: se a tecnologia humana evoluiu tanto, por que os métodos pedagógicos, no seu aspecto prático, custam a evoluir?
O professor Lauro de Oliveira Lima (1975a) nos lembra que na medicina, quando há uma nova descoberta em qualquer parte do mundo, logo todos os países passam a adotar os novos procedimentos descobertos. O mesmo não acontece com a educação.
A característica mais comum de didática aplicada nas escolas, a aula expositiva, é a forma com que os antigos filósofos gregos passavam para seus discípulos analfabetos o que elaboravam em seu pensamento ou liam nos pergaminhos. Não haveria outra possibilidade de ministrar uma aula já que a aquisição da leitura era um privilégio de poucos (LIMA, 1975b).
Hoje uma aula expositiva tem três interpretações:
Para referência desta página:
BELLO, José Luiz de Paiva. Marte! E nós aqui; na Terra.... Pedagogia em Foco, Rio de Janeiro, 1998.
Disponível em: <http://www.pedagogiaemfoco.pro.br/filos03.htm>. Acesso em: dia mes ano.