"Causos" da educação



 


O estudante maluco


     Último dia de aula de uma universidade. Dia de entregar o trabalho para avaliação final de uma disciplina. Um estudante, que não freqüentou um dia de aula sequer, não cumpriu nenhuma tarefa durante o semestre, aparece com um trabalho péssimo, mal feito e sem cumprir o que foi solicitado pelo professor.
     O professor dá uma olhada no trabalho, percebe que o trabalho está horrível e dá o seu veredicto ao estudante:
     - Olha, com esse trabalho não vai dar para eu lhe aprovar. Seu trabalho está muito ruim e a única coisa que você consegue me comprovar com ele é que você não aprendeu.
     - Pô, professor, só falta essa disciplina para eu me formar. Eu já não passei nela no semestre passado e se eu não passar agora vou ter que ficar mais um semestre só para cursar esta matéria.
     - "Péra" aí! Você já foi reprovado nesta disciplina, depende dela para se formar e, mesmo assim, você não freqüentou um dia de aula, não cumpriu as tarefas passadas por mim, não me procurou durante o semestre para dar qualquer explicação, não demonstrou o menor interesse pelo curso e pela aprendizagem, não se preocupou nem mesmo no fato de ser este seu último período na sua faculdade e agora quer que eu lhe "quebre o galho"? Você é maluco!?
     O estudante abaixou a cabeça e, com toda humildade, respondeu:
     - Sou, sim senhor.
 



 


Vai explodir!


     O professor de química, em sua aula, resolve mostrar aos estudantes de sua turma, do Ensino Médio, como se faz a nitroglicerina. Não vamos entrar aqui no mérito da questão do professor estar ensinando aos seus estudantes adolescentes a fórmula de um explosivo. Vamos apenas relatar o fato verídico.
     Na sala do laboratório de química o professor instruía aos estudantes a pingar, numa plaquinha de plástico, uma gotinha de glicerina, duas gotinhas de outra solução e por aí vai. A intenção do professor era a de, no final da experiência, o resultado seria um estalinho da mistura feita por seus queridos pupilos.
     Como toda turma tem seus estudantes "encapetados" e estes normalmente se sentam nas últimas fileiras de carteiras da sala, nesta sala não foi diferente. Lá nas últimas mesas da sala de química, enquanto o professor indicava uma gotinha disso, duas gotinhas daquilo, outra gotinha daquilo outro, as "pestes" aumentavam a dose colocando um tubo de ensaio inteiro, num copo enorme, de tudo que o professor orientava.
     De repente o professor percebeu uma fumaça ocre saindo do fundo da sala.
     - O que foi que vocês fizeram? - Perguntou o professor.
     - Nós colocamos um tubo de ensaio inteiro de tudo que o senhor mandou botar uma gotinha. - uma das "pestes" respondeu.
     O professor, que tinha uma voz fina e aguda, como que saindo do fundo da garganta gritou:
     - Iiiiiihhhh, esse troço vai explodir!
     Ele poderia ter solicitado que os estudantes se retirassem de sala ordenadamente para que ele tentasse resolver o problema. Só que quando ele disse que ia explodir o que aconteceu foi um caos generalizado. Todos, de uma turma de cerca de cinqüenta estudantes, resolveram sair de sala ao mesmo tempo e por uma só porta. Enquanto isso o professor tentava ir em sentido contrário ao deles para verificar o que estava acontecendo com a reação feita pelos "capetas" da sala.
     O professor conseguiu chegar à travessura dos estudantes e passou a enfiar pedaços de panos no pote para neutralizar a reação. Depois de neutralizada pediu aos estudantes que voltassem para a sala. Conta o professor que tinha estudante saindo até de dentro dos armários.
 



 


A aposta


     Numa cidade do interior o diretor da escola era considerado pelas estudantes "o maior gato". O homem bonito era o comentário constante e maldoso de todas as estudantes do Ensino Médio. Apesar de sua beleza, todas as estudantes sabiam que ele era casado, fiel e tinha dois filhos.
     Na hora do recreio duas estudantes conversavam quando passou pelo pátio o diretor da escola.
     - Nosso diretor é lindo!
     - É, mas vai tirando o cavalinho da chuva que ele é casado, sério e fiel.
     - Minha mãe me disse que não existe homem sério e fiel.
     - Só que com esse é diferente. Ele é o diretor da escola. Duvido que você consiga alguma coisa com ele.
     - Quer apostar?
     Talvez seja verdade que os adolescentes não medem os riscos nem as responsabilidades dos seus atos. A aposta foi feita. A estudante que apostou com a colega também era "a maior gata". Uma menina linda, jovem, já com corpo de mulher para sua idade de dezesseis anos, extremamente extrovertida e "experiente" para a sua idade.
     Um mês se passou e a estudante deu a notícia à colega:
     - Pode pagar! "Comi" o diretor. Fomos no motel tal, no dia tal, a tal hora, ficamos até a tal hora e ele é ótimo na cama.
     - Não acredito! Então você conseguiu?
     A amiga da que "transou" com o diretor, e perdeu a aposta, não pode se conter e ao chegar em casa foi a primeira coisa que relatou para a sua mãe:
     - Mãe! A fulana apostou comigo e conseguiu "transar" com o diretor.
     A mãe, da menina com também com dezesseis anos, ouviu tudo, com os mínimos detalhes relatados pela colega de sua filha, entre incrédula e estupefata. No fim do relato, ato contínuo, telefonou para a mãe da menina que havia conseguido seduzir o diretor e repetiu tudo o que sua filha havia acabado de contar para ela.
     No dia seguinte a estudante vencedora da aposta não foi à aula; acompanhou seus pais até a Prefeitura, onde se localizava a Secretaria de Educação do Município, para denunciar o diretor da escola. Dizem que a menina contou tudo... nos mínimos detalhes.
     Como em nosso país o "jeitinho", muitas vezes, tem mais força do que as Leis, o diretor foi convidado a comparecer à Secretaria para fazer um "acordo": o diretor pediria exoneração do cargo público para que tudo não acabasse na polícia, com conseqüente exoneração por justa causa. O diretor topou o "acordo" de imediato.
     Concluindo a história: a esposa do agora ex-diretor perdoou a infidelidade do marido e ela, o marido e os filhos tiveram que se mudar da pequena cidade do interior. E ninguém mais teve notícias da vida do ex-diretor.
 



 


As fichas da professora


     A professora de História da América só conseguia dar suas aulas acompanhadas de suas fichas. Falava o tempo todo olhando para as fichas sem sequer olhar para os estudantes da turma. Apesar da expressão de felicidade da professora os estudantes de suas turmas odiavam a monotonia de suas aulas. História da América... Quanta didática interessante para se falar de História da América: gravuras, fotos, filmes, dramatizações, pesquisas em livros, mas a professora não desgrudava os olhos de suas malditas fichas.
     Um belo dia, em meio a ladainha da professora, bate na porta da sala um inspetor de corredor para avisar que a professora estava sendo chamada com urgência ao telefone. Joga as suas fichas em cima de sua mesa e sai apressadamente de sala para atender ao telefone. Um dos estudantes, desses que se sentam nas últimas carteiras, levanta-se, caminha até a mesa da professora, onde estão as fichas, pega-as e começa picotar em tamanhos inacreditavelmente pequenos, a ponto de ser impossível juntar outra vez os pedaços. Tranqüilamente volta para seu lugar, senta-se em sua carteira e finge que nem está ali. O resto da turma cai na gargalhada, mas, apreensiva, espera o retorno da professora.
     Quando a professora volta, vê aquele monte de papéis picotados em cima de sua mesa e percebe que são suas inseparáveis fichas, põe a mão no rosto, começa a chorar e sai de sala sem falar nada... para nunca mais voltar.
 



 


Rabada


     Uma das piores situações numa sala de aula é topar com professores, que, talvez por se considerarem deuses, ao invés de discorrerem sobre assuntos de sua disciplina, passam a relatar fatos de sua vida pessoal. Num curso superior de licenciatura em História, uma professora, lembrando que no próximo final de semana iria a uma feijoada, interrompe a aula para filosofar:
     - Aqui no Brasil, quando se fala de comida, tudo termina em "ada". Eu já fui em (sic) feijoada, eu já fui em (sic) macarronada, eu já fui em (sic) churrascada, eu já fui em (sic) bacalhoada ...
     Nisso, um estudante, lá do fundo da sala (como sempre!), levanta o braço e pergunta:
     - Ih, professora! Então a senhora também já foi "em rabada"?
     A turma toda caiu numa frenética gargalhada. O estudante que fez a pergunta levantou-se, passou por todo mundo, diante da atônita e estupefata professora, e saiu de sala.
     A professora? Meio que "sem graça", continuou a falar sobre coisa nenhuma.
 



 


Banquinho


     Professor Carvalho dava tranqüilamente sua aula para uma turma de oitava série do Ensino Fundamental (no tempo que ainda eram oito séries). No meio da aula um estudante levanta o braço, interrompendo a exposição do professor, e pergunta:
     - Professor! Se tirar o "v" do seu nome o que é que fica?
     Furioso, por ter sido interrompido com uma pergunta tão descabida, ele responde furioso:
     - Um banquinho pra sua mãe sentar! - e prosseguiu sua aula entre as gargalhadas dos estudantes.
 



 


O aluno burro


     Conhecemos histórias que, no final das contas, não sabemos de sua veracidade. Como ouvi esta história passo sem saber se ela é real ou ficção.
     Num Colégio Militar os estudantes combinaram pregar uma peça num professor. Na hora da aula puseram na sala um burro que pastava nos jardins do colégio e ninguém entrou em sala. Quando o professor entrou e viu no meio da sala aquele bicho não se abalou: deu início à sua aula na hora certa de começar.
     Os estudantes que observavam do lado de fora pela janela acharam estranho que o professor escrevia no quadro negro, gesticulava, parecia que dava uma aula com toda ênfase de um professor. No final do tempo da aula, o professor apagou o quadro e saiu de sala.
     Alguns estudantes, que observavam o comportamento do professor, aproximaram-se e perguntou ao professor:
     - Hoje não pudemos ir à sua aula. Ela foi boa para o senhor?
     - Sim. A aula foi excelente. A turma estava em silêncio e não fui interrompido nenhuma vez. Por falar nisso marquei até uma prova para a próxima semana. O conteúdo das questões eu passei para o único colega de vocês que assistiu aula hoje. Perguntem a ele o que vai cair na prova.
 



 


Tapa na cara


     O professor da terceira série do Ensino Médio dava sua aula enquanto duas estudantes não paravam de conversar.
     - Tititi, tititi, tititi, ...
     De vez em quando ele dava um olhar de insatisfação na direção das duas, mas elas não paravam:
     - Tititi, tititi, tititi, ...
     Depois de algum tempo o professor perdeu a paciência, interrompeu sua aula expositiva e gritou para as duas:
     - Será que vocês duas poderiam parar de conversar e me deixar dar a aula?
     Nisso, uma das estudantes que não parava de falar, levantou-se, passou no meio das fileiras de carteiras, parou na frente do professor, desferiu-lhe uma violenta bofetada e saiu de sala.
     O professor, depois de alguns segundos totalmente desconcertado, prosseguiu sua aula, como se nada tivesse acontecido.
     Outra estudante, que estava em sala, comentou com uma colega:
     - Nossa! Ele levou um tapa na cara e não fez nada?
     E a colega respondeu:
     - É que ele "transou" com ela.
 



 


Professor Sabóia


     O professor Sabóia faz uma recapitulação da matéria, perguntando aleatoriamente aos estudantes da turma pontos que já havia passado para a turma. Chama um por um dos estudantes, seguindo fila por fila de carteiras.
     A estratégia do professor era a de fazer uma pergunta. Se o estudante acertasse fazia um comentário do tipo "muito bem", "continue assim", "você vai longe" etc. e passava para o seguinte, mas se errasse fazia outra pergunta acompanhada de comentários do tipo "mais uma chance", "não fique nervoso", "faça um esforço porque você pode" etc.. Se o estudante ainda errasse a segunda pergunta o professor ainda fazia uma terceira. Se a terceira resposta estivesse errada os comentários do professor se tornavam mais duros, do tipo "assim você não vai longe", "isso é que dá namorar ao invés de estudar", "freqüente mais os livros do que os bailes Funks" etc..
     Quando chegou a vez de um estudante mais temperamental o professor Sabóia fez as três perguntas e o estudante não soube responder as três. O comentário do professor foi direto:
     - A sua ignorância compromete a sua inteligência.
     No que o estudante respondeu de supetão:
     - Eu tenho a inteligência que Deus me deu, mas o que eu não tenho é burrice, porque "essa bóia".
 



 


H2SO4


     O professor de química pergunta ao estudante na prova oral:
     - O que representa a fórmula H2SO4?
     O estudante pensa... pensa... pensa...
     - Ai, professor... Está na ponta da língua...
     Nisso, o professor dá um pulo da cadeira e grita:
     - ENTÃO COSPE QUE É ÁCIDO SULFÚRICO!
 



 


O tombo


     Uma professora de biologia dava sua aula para uma turma de sexta série do Ensino Fundamental. Boa desenhista desenhava no quadro-negro, com giz colorido, uma linda célula. Na medida em que o desenho ia evoluindo a turma estava atenta à obra de arte da professora. Ela estava conseguindo o silêncio absoluto da turma.
     As carteiras da sala eram daquelas antigas que eram compostas de uma mesa e uma cadeira atrás dela. Pedrinho, um dos alunos da turma, prestava atenção ao desenho que o professor fazia no quadro apoiando sua cadeira apenas nas pernas de trás, fazendo dela uma cadeira de balanço. De repente ele dobrou demais a cadeira e não conseguiu segurar a mesa para manter o equilíbrio.
     Lá se foi o Pedrinho para o chão, levando junto dele a mesa, fazendo um enorme barulho na sala.
     - Ca-ta-plá!
     A professora, virada para o seu desenho no quadro-negro, nem olhou para trás e continuou seu trabalho.
     No meio da gargalhada da turma um dos alunos gritou:
     - "Preferssora"! O Pedrinho caiu de bunda no chão!
     A turma iniciou uma balbúrdia incontrolável.
     A "preferssora" não conseguiu terminar sua "obra de arte", nem sua aula.
 



 


O bilhete


     Numa turma de sexta série do Ensino Fundamental a professora de matemática dava sua aula quando viu um aluno passar um bilhete para um outro aluno sentado perto.
     - Jael venha cá!
     Jael, que recebeu o bilhete, levantou-se, foi lá na frente e ficou diante da professora.
     - "Me dá" o papel! - disse a professora.
     Ato contínuo e imediato Jael começou a picar o papel em pedacinhos.
     - Não tem importância. "Me dá" assim mesmo que eu colo os pedaços - insistiu a professora.
     Jael olhou assustado para a cara da professora e jogou os pedacinhos de papel dentro da boca e engoliu sem mastigar. A professora, sem mais alternativas, com um ódio explícito em seu olhar, entre os risos do resto da turma, mandou Jael voltar para o seu lugar.
     Jael não contou para ninguém da turma o que estava escrito no bilhete.
 



 


A briga


     Um estudante de licenciatura em História foi cumprir o seu estágio obrigatório. Na sala de aula sentou-se na primeira carteira, ao lado direito dos alunos. Assistia atento a professora proferir sua aula quando lá atrás saiu uma discussão entre dois estudantes. Ele nem olhou para trás, continuando a prestar atenção na aula da professora de História.
     De repente passa por cima dele um estojo de canetas que bate no quadro-negro com força, espalhando diante dele e da professora lápis, canetas, borracha, líquido branco, entre outras coisas que o estojo portava. Enquanto o estudante, dono do estojo, pegava no chão seu material espalhado, a professora olhou para o estagiário e perguntou:
     - E aí? O que foi que ensinaram pra você na faculdade para enfrentar uma situação como esta?
     O estagiário deu um singelo risinho e esperou a continuação da aula da professora... para aprender, ele também, a ser professor.
 



 


Conselho de Classe


     Num Conselho de Classe os professores discutiam a promoção de estudante por estudante. A professora de matemática dizia que um de seus estudantes não foi bem, mas sugeria a aprovação dele já que seu pai vivia bêbado, sua mãe era prostituta e o estudante estava envolvido com drogas. Todos do Conselho votaram pela aprovação. A professora de Português, falando de outro estudante, dizia que ele não tinha conseguido um rendimento satisfatório, mas, como estava envolvido com drogas, sugeria a sua aprovação para estimulá-lo nos estudos. Todos do Conselho votaram pela aprovação. A professora de Geografia citou uma outra estudante que não tinha ido bem, mas como ela soubera que esta estudante tinha se tornado prostituta, a aprovação poderia tirá-la desta vida. E assim foi até que passaram a analisar uma estudante que havia tirado ótimas notas em todas as matérias. O professor de História perguntou pelas condições familiares e de vida desta aluna. Ao saber que seus pais eram honestos e trabalhadores e a estudante uma menina comportada, votou pela reprovação dela: "Ora! Se estamos aprovando todos aqueles que trazem problemas familiares e vivenciais, esta estudante não faz mais do que sua obrigação de tirar nota dez em todas as matérias. Como não tirou, voto pela reprovação".
 



 


Aluno analfabeto


     Essa me foi contada por um colega professor de uma cidade do interior do Estado do Rio de Janeiro:
     "Tive um estudante na sétima série que era analfabeto. Eu, por achar lógico, reprovei-o na minha disciplina. Por tê-lo reprovado todos na escola, professores, funcionários e estudantes, pularam em cima de mim como se eu tivesse cometido um crime. Fiquei curioso, como professor novo na escola, e fui procurar saber o motivo de tanta revolta contra mim.
     Descobri que o estudante em questão era sobrinho da muito querida faxineira. Por ser um menino 'muito bonzinho' a professora da primeira série do primeiro grau aprovou-o e jogou o problema para a professora da segunda série. A professora da segunda série, por achá-lo também 'muito bonzinho', repetiu o ato irresponsável da professora anterior. E assim foi até a sétima série, quando caiu sob a minha responsabilidade. Resultado: o menino, então com treze anos, era analfabeto e não poderia continuar os estudos; teve que sair da escola e passou a ser considerado um estudante 'especial'"
 



 


Reprovação


     Diálogo entre dois professores no corredor de uma escola:
     "- Então você reprovou o estudante Fulano? Por que?
     - Porque ele não sabia escrever.
     - Mas você é professor de História e ele foi aprovado pela professora de Português.
     - Mesmo assim ele não sabia expressar suas idéias na minha disciplina.
     - Ora! Se todos os outros professores aprovaram você tinha que aprovar também. Você não pode ser diferente dos outros.
     - Mas ele não conseguiu assimilar o conteúdo da minha disciplina.
     - Não interessa! Reprovar por que?"
 



 


Demitido


     Um colega me contou:
     "Fui demitido de uma faculdade porque reprovei a filha do dono. Em trinta dias/aula ela só assistiu um dia. Mesmo assim o Diretor, que era o dono, se sentiu no direito de me mandar embora. A qualidade das minhas aulas, minha integridade moral e a aprendizagem dos estudantes não estavam em questão."
 



 


"Eu grito mesmo!"


     Vou relatar aqui minha experiência como aluna que também me marcou muito.
     Estava na sétima série, quando a professora de Portugês, ao chamar atenção dos alunos, em virtude da conversa em demasia, percebe que estou com a mão posicionada próxima ao ouvido. Então ela grita: "está com dor de ouvido? Saia da sala, mas eu grito mesmo".
     Ocorre que eu não estava tampando o ouvido, em desrespeito a professora; estava bombeando uma válvula que tenho próxima do ouvido, em virtude da hidroencefalia que tive quando nasci.
     Agora, como futura pedagoga, agirei diferente com meus futuros alunos, procurarei sempre saber melhor da situação, para depois julgar.


     Eviada por Luciana Conte
 



 


Que beleza!


     Outra experiência marcante foi quando estava já no Ensino Médio e era ano do centenário de Santos Dumont. A professora de redação propôs que fizéssemos uma poesia sobre o tema e a melhor seria publicada no livro da escola.
     Uma das estrofes de minha poesia dizia o seguinte:

     Que surpresa, a Terra é azul!
     Novos rumos a ciência descortina.

     Como minha professora tinha aquela idéia antiquada de que poesia tem que ter rima, ao final do segundo verso ela colocou um "que beleza!" que, ao meu ver, empobreceu a obra.
     Eu levei o fato à direção pedagógica da escola e minha poesia foi publicada da maneira como escrevi


     Eviada por Luciana Conte
 



 


Portugal


     Essa aconteceu quando Portugal vivia sob a ditadura salazarista.
     O nome completo do aluno era Pedro Augusto Cesar Portugal. Durante a aula Pedro não parava de conversar. O professor dava a sua aula e Pedro puxava conversa com um e com outro.
     O professor, irritado, resolveu fazer uma pergunta ao Pedro sobre o tema que ela acabara de explanar. Pedro não conseguiu responder.
     Então o professor disse ao Pedro:
     - De Pedro você não tem nada, nem de Augusto, menos ainda de Cesar, mas de Portugal... um pouquinho...
 



 


O sutiã da professora


     Uma professora, muito bonita, dava sua aula e uma aluna a interrompeu para elogiar o sutiã da professora que estava aparente.
     O sutiã era de florzinha, com uma franja que o rodeava.
     A professora virou-se de costas para a turma e, sem tirar a blusa, com jeito tirou o seu sutiã e deu para a aluna.
     A turma toda, com cara de espanto, assistiu a professora passar com aquele sutiã pendurado na mão e entregar para a aluna, que o recebeu com a cara de mais assustada ainda.
 



 


Professor ameaçou dar voz de prisão a aluna em SP


     Essa eu peguei na imprensa:


     "Um professor da Faculdade de Direito da Universidade Mackenzie teria dado voz de prisão a uma aluna na noite da última sexta-feira, segundo o Centro Acadêmico do curso. Segundo a assessoria de imprensa da instituição, a aluna foi atendida pelo diretor da Faculdade de Direito e não houve prisão.
     A estudante, que cursa o quinto semestre, questionou o professor responsável pela matéria de Direito Penal III, pois alegou ter dificuldade nas aulas por causa da metodologia adota pelo professor. Segundo nota divulgada pelo Centro Acadêmico, o docente 'ficou transtornado' e afirmou que a aluna não tinha capacidade para avaliar sua aula, alegando que leciona há 20 anos e que era Promotor de Justiça.
     Logo depois, a aluna teria seguido em direção à sala do Coordenador do Curso, mas o professor impediu seu ingresso, afirmando que ela estava lhe faltando com o respeito. A jovem retrucou que quem estava faltando com o respeito era o professor. Ele, então, teria afirmado que, como Promotor de Justiça, poderia chamar a polícia e dar voz de prisão.
     Segundo o Mackenzie, os fatos estão sendo apurados para que as providências cabíveis sejam tomadas. O Centro Acadêmico João Mendes Júnior quer um pedido formal de desculpas por parte do professor."

R7 Notícias

http://noticias.r7.com/vestibular-e-concursos/noticias/professor-ameacou-dar-voz-de-prisao-a-aluna-em-sp-20110830.html?question=0
 



 


Os casos contados são reais.
Se você tem alguma história interessante sobre seu trabalho na educação
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Pedagogia em Foco